Nu-Dez Poética

É a poesia Nua de mim,                                      Escritas de Eus,
vestida de nada, Sem instante de nós,
Despida de tudo, Escrita de nós,
Pelada de ti. Sem tinta de eus.
 


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Triologia do Nada

Dom - 22.07.2011



- Oh! Amigo homem,       Aquecendo

Que fazes tu,            As noites frias

Além de nada?            De suas maldades.
Devasto floresta,                         - Oh! Homem Caim!

Com desmatamentos                   Onde está

E queimadas;                              O teu irmão Abel?
- Diluo rios                                  Não sei, Senhor!
Com dejetos químicos                 Por acaso
E humanos;
                                Sou seu gurdião?

- Poluo atmosfera                        - Oh! Abrão!
Com mais vastos                        Onde está
Típicos gasosos;                         A terra prometida?


- Destruo meus pares,                 Aqui estou
Só para ficarmos                        Senhor!
No topo do ego,                          Vencendo
Com armas químicas,                 O destrutível homem,
Guerrilha, Fome e pestes            Na mais perfeita harmonia
Sobre o comando                       Da minha ilógica ótica,
Maquiavélico dos tiranos             Que tu me deste
Insanos do ter.                           Desde minha concepção:

- Oh! Ínfimo esboço                    Jorrando água
Inacabado                                 DE TUA FONTE ETERNA,

De espectro humano,                 Sem que ninguém me encha;
Fiz-te Superior
A todas as criaturas,                 Abastecendo mares,
Mas nada aprendeste                Oceanos, rios...
Com teus ímpares,                    Do impuro homem;
E se não fosse
O meu amor Por eles,               Saciando
Varreria tua espécie                   Sua
Da face da terra.                       Maldita sede
;

- Oh! Terra,                               Embelezando
Onde está                               Teu paraíso de cascatas,

Meu paraíso?                           Floresta e oásis...

                                              Que o estupido homem
- Estou aqui,                            Insiste torná-lo
SENHOR!                                Natureza morta.


Vencendo o homem                -Oh! AMADO
Na desigual luta,                     FILHO MEU!
Na sincronização perfeita        ONDE ESTÁ
Da ordem do tempo                A NOVA JERUSALÉM?
Natural das coisas,
Que tu me deste,                   - AQUI ESTÁ
Desde minha criação:            MEU PAI AMADO!


Construindo floresta,              Cuidando, com leite e mel
Sem que ninguém                 Do esboço inacabado
Me plante;                            Do nada, que o fizeste

                                           Tua imagem e semelhança,
Matando a fome                    Só para cuidar de tudo.
Do errante Homem;

                                            - Oh! Terra! Que belo
Fechando a porta                  Companheiro te arranjei!
De sua proteção;                  Mas minha é a vingança.

                                           Por isso:
Purificando o ar                    Todo amigo do ter,
De sua perversão;                Só ao pó voltará a ser.


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