Mundo cão, Tu não pintas
Cão mundo, Somente o sete,
Que se dane! Mas o 14, o 13 e o 24,
Não me chamo Em nome do machismo
Raimundo Exacerbado,
E nem fui eu No destruir de quimeras
Que fiz o mundo. De príncipe encantado,
No satisfazer de um gozo
Imbecil.
É o que dizes
Egocêntrica De ti,
sociedade! Nem os teus
Mas não vês Escapam:
Pivete de rua, Teus velhos,
A se fartar Sempiterno,
De fome, Peças de museus,
No se enrolar Num sem tempo
De jornais, Para visitá-los,
Entre quatro A cumprir de agendas
Paredes mundanas. Abarrotadas,
De noite socity
E fechamento de negócios.
Servis durezas
Têm teu coração! Teus filhos,
Será que Educados
Nem os capitães Por estranhos,
De areia Chegam à adolescência
Sensibilizam-te? Toxicomaníaca,
Não te contentas Tornando-se adultos
Com o menor abandonado, Incorrigíveis,
Fazendo-o ainda Somente por que tu!
Menor viciado, Mesquinha sociedade,
Indiciando-o Nunca tiveste tempo
No abc do crime? De tê-los
E muito menos
Sê-los.
Ainda dizes
Que não fizeste Teus negros,
O mundo, Livres por conveniências,
Mas a cada instante Tornam-se escravos sociais,
Fazes vagabundo, Enjaulados em guetos desumanos,
No incessante Ou cercado de ku-klus-klan,
Bater de porta Em nome de uma socienada impávida
Em contínuos não, A gritos de apartheid.
Levando muitos
Aos imperceptíveis É sociedade,
De seus eus, Para quem não fez o cosmo,
Na viagem sem volta Até que soubeste moldá-lo
Do universo das drogas, Nos teus doentes caprichos,
Desajuste social Proliferando-o
E alcoolismo. De muito João sem-terra,
Impregnado de Zé ninguém.
Nu-Dez Poética
É a poesia Nua de mim, Escritas de Eus,
vestida de nada, Sem instante de nós,
Despida de tudo, Escrita de nós,
Pelada de ti. Sem tinta de eus.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Socienada
Dom – 26.08.90
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