Ter - 30.10.2001
Com o indicador: Com o mínimo:
Somos iha autoritária, Somos os últimos.
A negação do tudo e nada Que serão os primeiros,
Ilha de si mesmo, Os pequeninos do reino dos céus,
Apontando erros alheios, O maior ante todos os homens,
Sem atirar a primeira pedra. Se aprendermos a lição do amor.
Com o polegar: Com os dedos fechados
Somos a encarnação: E mãos vazias e cheios de ira,
Do bem e do Mal, Somos o açoite da agonia,
Da vida e da Morte As noites frias de todos os dias,
Nas arenas A negação ardente de nossas carícias,
Romanas do ter, E a tristeza eterna
Sem haver 3ª via. De nossas alegrias.
Com o médio: Com um dedo, Somos quase nada,
Tornamo-nos cúmplice Com dois,
Do guerraamor: Fazemos paz e amor,
Somos grosseiros, Com quatro,
Mal-educados; Trazemos-te para cá,
Íntimos, quando queremos, E te mandamos um beijo,
E ansioso e feliz Com cinco, Cumprimentamo-nos
No prenúcio do novo ser. E também nos separamos.
Com o anelar: Com as duas mãos:
Fazemos o sonho Ao Senhor agradecemos,
De menino acontecer, Bençãos alcançamos....
Letrando-nos na vidamor, Porém, com quatro,
Na busca incessante Em diante,
Do querer ser O Senhor estará,
E do bem querer, No meio de nós,
Jogando o médio, Se sempre,
Quando o mal se quer. Ao IRMÃO perdoarmos.
Nu-Dez Poética
É a poesia Nua de mim, Escritas de Eus,
vestida de nada, Sem instante de nós,
Despida de tudo, Escrita de nós,
Pelada de ti. Sem tinta de eus.
domingo, 6 de maio de 2012
Mãos
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