Nu-Dez Poética

É a poesia Nua de mim,                                      Escritas de Eus,
vestida de nada, Sem instante de nós,
Despida de tudo, Escrita de nós,
Pelada de ti. Sem tinta de eus.
 


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Convite

Dom - 03.12.1978

Aos que detestam a paz             Ensejam acorrentá-los;
E as condenam                      Vendo-os doentes,
Nos homens de boa vontade;         Sorriem por seu morrer;
Aos míseros que se dizem atos,     Vendo-os sadios, 
Sem nunca terem sido potência;     Escravizam-nos no trabalho,
Aos que para subirem,              Por um sonhado mundo capitalista;
Tiveram que se tornar 
Sufocantes humanos sociais;        A vocês, ínfimos seres,  
Aos cupins que se dizem castores;  Retirem a pele de cordeiro
Aos que se dizem justos            Que lhes serve de camuflagem,
Cometedores de injustiças;         E deixem cair a carcaça de lobo
                                   Que tão bem lhes veste, 
Aos que:                           Para que os outros transformem
                                   Esse seu mundo
Gritando por Cristo,               De miséria e opressão,
Sufocam seus próximos;             No universo anti-desumano,
Vendo-os nus,                      Mesmo na sombra
Tentam arrancar-lhes a pele;       De sua pequenez.
Vendo-os presos,

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