Dom - 03.12.1978
Aos que detestam a paz Ensejam acorrentá-los;
E as condenam Vendo-os doentes,
Nos homens de boa vontade; Sorriem por seu morrer;
Aos míseros que se dizem atos, Vendo-os sadios,
Sem nunca terem sido potência; Escravizam-nos no trabalho,
Aos que para subirem, Por um sonhado mundo capitalista;
Tiveram que se tornar
Sufocantes humanos sociais; A vocês, ínfimos seres,
Aos cupins que se dizem castores; Retirem a pele de cordeiro
Aos que se dizem justos Que lhes serve de camuflagem,
Cometedores de injustiças; E deixem cair a carcaça de lobo
Que tão bem lhes veste,
Aos que: Para que os outros transformem
Esse seu mundo
Gritando por Cristo, De miséria e opressão,
Sufocam seus próximos; No universo anti-desumano,
Vendo-os nus, Mesmo na sombra
Tentam arrancar-lhes a pele; De sua pequenez.
Vendo-os presos,
Nu-Dez Poética
É a poesia Nua de mim, Escritas de Eus,
vestida de nada, Sem instante de nós,
Despida de tudo, Escrita de nós,
Pelada de ti. Sem tinta de eus.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Convite
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